sábado, 7 de fevereiro de 2026

E os que foram buscá-la também foram assassinados, e os que ficaram vivos morreram um pouco

Imagem: web

Uma dor que paralisa.

Não pela falta de empatia, mas pela realidade vivida, que não nos permite alternativas: 

o algoz e seus cúmplices reinam absolutos.

O governo #sionista de #Israel , o governo imperialista dos #EUA e a letargia coletiva dos governos mundiais.

Hashtags não bastam, apesar de eu insistir no #FreePalestine diário desde que o #genocídio foi iniciado com a guerra anunciada.

Assistir ao filme documentário #AvozdeHindRajab é ter consciência de que somos fracos, somos incapazes, somos massa de manobra nas mãos de tiranos.


"Venha me buscar";

"Estão atirando em mim";

"Peça para o seu marido vir me buscar";

"Estou morrendo"...

Foram mais de 300 tiros contra um carro onde estavam uma família: pai, mãe, irmãos e sobrinha: uma criança de seis anos esperou horas pelo resgate na #Gaza invadida, destruída, ocupada e agora em vias de ser explorada.


Morte anunciada


Esta história apenas foi desvelada porque o tio da menina, numa ligação da Alemanha, pediu ajuda ao

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#CrescenteVermelhoPalestino .

Na sequência, o diálogo repetitivo e desesperador da menina clamando por ajuda.

Ela, cercada de gente morta, sob a mira de tanques israelenses. 

Uma hora e meia de sofrimento para quem assiste, acompanha, pelas gravações da voz real, o drama daqueles que tentam ajudá-la.

A burocracia desenhada nos vidros, 

a revolta das testemunhas que apenas tentam confortar a criança e manter a esperança...

O filme é pura desesperança, pois a realidade é dura para os palestinos que são ceifados de seus direitos, dos básicos aos políticos.


Eu, espectadora


imagem: web

Na poltrona, meu corpo e mente endurecem: eu, tão emotiva, não consigo chorar. Todos os músculos do meu corpo se retraem e doem. Minhas lágrimas não descem, ficam presas como aquela criança de seis anos cercada de dor, morte e abandono.

Cada um dos voluntários buscam uma solução, presos na realidade vivida. Cada um deles tem o seu momento de esperança, desesperança e desespero, por mais que um tente apoiar o outro.

Até Deus abandonou a criança, que declamou o #Corão.

A mãe teve a "oportunidade" de repetir: seja corajosa, amamos você.


O silêncio grita mais do que a voz

Apenas oito minutos...

Este era o tempo do percurso para que a ambulância, protegida pela #CruzVermelha , após negociação com as tais autoridades israelenses,  precisava para salvar a vida de uma criança palestina...

Mas, os #sionistas sempre repetem que é preciso destruir as sementes, não é mesmo?

Pois, eles assassinaram não apenas uma criança de seis anos como dois socorristas, que foram alvejados pelos soldados israelenses, há passos de distância da menina que tentava resistir.

Do barulho do massacre veio o silêncio ensurdecedor.

A voz se calou, e com ela, a consciência de que sucumbimos como sociedade.

E quando vemos as imagens... o caos reverbera.

Naquele carro, naqueles destroços, uma criança sucumbiu, em plenos anos 2026.

Perdão, pequena #HindRajab




E os que foram buscá-la também foram assassinados, e os que ficaram vivos morreram um pouco

Imagem: web Uma dor que paralisa. Não pela falta de empatia, mas pela realidade vivida, que não nos permite alternativas:  o algoz e seus cú...