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| Fotos: @gazetaviews |
Poucos minutos após o Tribunal Superior Eleitoral brasileiro anunciar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no domingo (25), eu estava na Avenida Paulista.
Fui de Metrô, e como aconteceu há quatro anos, a festa acontecia nos vagões, se materializava nas escadarias da estação Consolação e explodia na avenida Paulista.
A sensação era unânime: misto de alegria e alívio.
Nas calçadas, nas pistas, na faixa de ciclista e no passeio central, além das janelas e sacadas dos edifícios, a diversidade em festa!
Gente de todas as idades, etnias e identidade de gênero sorrindo, se abraçando e entoando a canção: Lulalá...
que boniteza!
Confesso que eu não cabia em mim de tanto contentamento.
e quando encontrava alguns amigo/conhecido naquele mar de gente...
era indescritível a sensação de bem-querer.
Em certo momento, após muitas idas e vindas nesse "footing" moderno eu recuei, parei na calçada e comecei a aplaudir o povo que estava ali, numa singela homenagem aos que fizeram a coisa acontecer. Da Paulista ao Piauí, do Oiapoque ao Chuí, das favelas ao sertão:
um pouco que entendeu o que estava em risco, a nossa liberdade,
E votou 13.
Palmas acaloradas, com direito a bis e a tréplica.
Hoje, após a democracia brasileira ser celebrada, eu durmo tranquila, rio a toa, e festejo os novos amigos e prestadores de serviço progressistas que eu conheci.
Gente humilde, consciente, feliz
Há uma semana eu saia de casa cedinho...
andei a pé, passageira de metrô e de trem, pude caminhar por alguns bairros de São Paulo, dos Jardins à periferia.
Estava vestida com a minha camisa verde e amarela, com a cara do @Lulaoficial estampada no peito.
Aos poucos as pessoas se reuniam e formávamos um pequeno grupo, e fazíamos barulho nas estações, e cada vez que o vagão se abria um camarada de despedia ou outro entrava.
Foram tantas as histórias compartilhadas:
Muitos relatos testemunhais sobre a luta individual e coletiva, a relação com o Lula ou com o PT...
A celebração das conquistas graças aos avanços sociais.
mas, além do amor, testemunhei muito medo e temor.
Experiências dolorosas devido o preconceito, descriminação, intolerância e ignorância:
o racismo, a lgbtiapn+fobia, a misoginia, o assédio, o desemprego, a violência policial e doméstica, a intolerância religiosa e de classe...
Alguns, discretamente, faziam o sinal de L escondido ou ousava um sorriso tímido de afirmação. Sentiam medo.
Outros escancararam a voz somando ao coro dos esperançosos na virada.
"Encontrei a minha turma" celebrados naquele encontro fortuito na expectativa da esperança comum, e encontro marcado para a festa da vitória, na Avnida Paulista
O amor vertendo em suor
Naquela noite eu vi a estação de Metrô transpirar. Literalmente.
O calor humano espalhado no ar grudou nas paredes, pingou do teto e escorreu pelos vidros.
Foi a catarse de quem, enfim, pode respirar, ciente de que não será perseguido por um Estado que governaria para alguns em detrimento de todas, todes, todos.
Eu agradeço especialmente aos jovens, que fizeram barulho,
à comunidade gay, que não se intimidou,
aos idosos que encontraram forças para se levantar e sair de casa para votar,
Aos jovens novamente que carregaram os idosos,
Ao povo nordestino;
E as crianças e seus pais que permitiram que seus filhos participassem da festa da democracia.
Importante:
pena que tanto ódio e dor tem sido espalhado pelos intolerantes, desde então...
Por isso, minha meta apenas se expandiu:
Prestigiar os as es trabalhadores/prestadores de serviço progressistas.
Longa vida ao @lulaoficial










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