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| imagem: web |
Tem uma música que fez sucesso anos atrás, numa época em que a irreverência e o politicamente incorreto eram normatizados, cujo refrão (resumido aqui) repetia:
Pau que nasce torto nunca se indireita...
Pois bem, esta frase pulula em minha mente desde que eu li o conteúdo do #PL1424/2026, aquele que equipara antissionismo ao antissemitismo.
Uma proposta de lei equivocada, parcial, que confunde os termos, baseando-se na falta de conhecimento e/ou motivado pela orientação política.
Ou seria olho gordo nas verbas visando a campanha às próximas eleições?
A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) e aproximadamente 40 políticos alinhados com o lado direito da força querem criminalizar uma ideologia. Mais do que isso, confundir o eleitor e, ideologicamente, cancelar a luta contra a limpeza étnica praticada pelo governo de Israel na Palestina e o Líbano.
Vamos esclarecer:
Sionismo é um movimento político. Em outras palavras uma elite econômica de judeus organizados que tem fins comuns, imperialistas e colonizadores;
Semitismo: relacionado à grupos étnicos, que inclui judeus e árabes.
O antissemitismo é uma prática sórdida, baseada em preconceito e discriminação racial.
O sionismo é um movimento ideológico, praticado por uma minoria.
O antissionismo é uma prática política que reconhece os direitos de populações que estão sendo dizimadas e se posiciona contra a guerra.
Resumindo:
Antissionismo é completamente distinto de antissionismo.
Mas, por que a deputada Tabata Amaral propõe esta lei? Criminalizar o direito à livre expressão?
Ressalto que quem usa armas são os sionistas.
Lembro que sionismo não é sinônimo de judaísmo. Pelo contrário, poucos são os judeus sionistas, que reúne uma elite organizada, mas eles são poderosos, a ponto de levar um debate ideológico para o plenário brasileiro.
A deputada, com esta proposta, manifesta-se na contramão da história em defesa dos #DireitosHumanos, da #Paz, da #Dignidadehumana, da livre manifestação do pensamento e da luta pela #soberaniadospovos e pelo #DireitoaVida e #Liberdadereligiosa .
Um passo a frente dois para trás
Acompanhando a trajetória da "menina da periferia" que virou referência nacional, recordo de algumas entrevistas da Tabata Amaral onde ela afirma que tornou-se política por acaso, que escolheu o partido de forma equivocada e que sofreu violência política no passado pelo fato de ser uma mulher jovem no desafio político. Ela, inclusive, teve de mudar de partido, pois teria sofrido "apagamento" de seus pares.
De lá para cá Tabata Amaral cresceu, em idade e poder. Até se posicionou pelas liberdades e verdade. Confesso que eu quis acreditar que a realidade teria se desvelado para ela.
A questão é:
Por que será que a deputada tornou-se a defensora da ideologia do sionistas? Será que ela, que se diz religiosa, não tem a menor empatia pela limpeza étnica que o governo de Israel há mais de 900 dias pratica na #Palestina ? Será que ela também corrobora com a decisão de que o parlamento israelense pode decretar a morte de presos políticos e matar crianças palestinas que seriam, segundo religiosos sionistas, "sementes da liberdade"?
Há meses das eleições presidenciais no Brasil, o que a deputada lança, em solo brasileiro, é uma bomba ideológica. Ela propõe criminalizar os defensores da cultura árabe, aqueles mesmos que fizeram a riqueza do Brasil num passado nem tão distante assim. Além disso, coloca uma régua no povo judeu, colocando todas, todes todes numa mesma condição, o que é mentira.
A #frentepalestinasãopaulo repudiou publicamente a proposta do PL 1424/2026.
A #federação, em nome do presidente Ualid Rabah afirmou que a deputada está alinhada com o sionismo como uma "office boy VIP" no Brasil.
Todas, todes e todos os brasileiros que prezam pela liberdade de direitos, que se sensibilizam com a dor dos povos que neste momento sofrem de fome, violência e até mesmo cárcere a céu aberto e à mercê dos poder dos soldados israelenses e a intolerância do seu líder político esperamos que esta proposta de lei seja rejeitada.
Quanto a Tabata Amaral, espero que ela não venha chorar depois, em público, dizendo que, mais uma vez se equivocou.
#DarciRibeiro deve ter se revirado no túmulo, "nobre" deputada.


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