Eu não consigo mensurar/ imaginar o que seja um terremoto.
O caos de, literalmente, testemunhar a casa, parte do seu mundo cair...
A dor de não conseguir salvar.
o sofrimento de não ter para onde voltar.
Exatamente o que está acontecendo na Colômbia, Venezuela, Indonesia,
sem falar nos "terremotos" promovidos pelos algozes:
#FreePalestine #FreeCongo #FreeLibano #FreeSudão #FreeCuba
Os imperialistas:
#StopIsrael #StopEUA
E os colonizadores digitais.
Rio alerta máximo
Era sexta-feira, 7 de agosto, 12h35m:
Na pausa do trabalho acadêmico, um apito inclemente:
todos os celulares tocaram alarmes ao mesmo tempo, interrompendo a prosa no restaurante universitário.
Curioso como somos pegos de surprersa,
num primeiro momento uns olham para o outro,
um segundo depois pegamos os celulares,
novamente olhamos uns para os outros:
Eu agora?
Na cidade maravilhosa estávamos literalmente em meio à floresta, num espaço "invadido" da #MataAtlântica.
Não foi a primeira vez, pois os alertas já eram disparados desde o início da semana, anunciando os riscos dos ventos fortes.
Na madrugada eu já tinha sido acordada pelo barulho da ventania...
Mas,
pela primeira primeira vez o alarme sonoro soou.
Decidimos manter os trabalhos, permanecer na universidade, já que consideramos mais seguro nos abrigar ali do que correr o risco de enfrentar o trânsito e os caminhos desconhecidos até as nossas moradas provisórias.
A ventania passou e no final da tarde o Rio continuava lindo!
Indefesos somos nós
Nesse ínterim, os trabalhadores e alunos foram dispensados,
SQN.
Nem todas, todes, todeo.
A base da pirâmide continuava a espera de bater o ponto.
Alguns funcionários "estratégicos" continuaram a postos:
A equipe da limpeza, controladoria de acesso e manutenção
Na brigada universitária um cidadão solitário.
Procurei as autoridades para negociar, não encontrei ninguém.
Os cipeiros? Nada.
Não consegui falar com Deus.
Solidarizei-me, não consegui intervir.
Defesa civil
Não paro de refletir, desde então:
para que serve o soar do alarme?
Somos expostos numa emboscada:
"se correr o bicho pega, se ficar o bicho come".
Anunciar o desastre sem tomar medidas reais não alivia a consciência.
Fiquei imaginando e depois constatei:
com as mães e pais retidos em seus postos de trabalho quem cuida das crianças dispensadas das escolas?
Numa cidade de comunidades, de acessos dificultados, de transporte precário, os trabalhadores que tiveram a oportunidade da dispensa chegariam nas suas casas em caso de catástrofe de fato?
Não estamos preparados para as emergências que agora são anunciadas nos nossos celulares, em tempo real.
Parem o mundo que eu quero descer/?
Não, eu insistirei até rearranjarmos a rota planetária.
A crise climática também é humanitária.
Enquanto isso, Drummond permanece "duro" no posto 6
O poeta que eternizado em estátua na orla da praia de Copacabana...
E agora, José?
Salve-se quem puder.










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