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| Imagens: web |
Nesta #CopadoMundodeFutebol vivi um dilema:
Ser ou torcer? Eis a questão.
A cada partida da #seleçãobrasileiradefutebol duas referências pessoais, tal grilo falante, surgiam na minha mente:
O meu pai, seu Ivan, que repetia:
Não torce contra.
#Henfil, que mesmo em épocas que o Brasil vivia a "pior/infeliz "página da nossa história", durante a #ditaduramilitar, justificava:
ah, mas é a seleção.
O que vimos em campo na derradeira partida de futebol foi decepcionante. No campo, estrelas (decadentes) que não cooperavam entre si. Talvez, em certa medida, um único jogador atuou com senso de grupo e talento, que nos levou até às oitavas de final: #ViniJunior, que além de marcar gol faz passe e canta e vibra e pesa coletivo.
Na outra ponta aquele menino que parece não crescer.
Lembro-me da conversa com aquele jornalista esportivo, que é médico, semanas atrás, me confrontando quando questionei o talento, a forma e o comprometimento de #Neymar:
Ele é simplesmente o melhor jogador do mundo!
Neymar tem 34 anos, não ganhou nenhuma Copa.
Vini Jr. tem 25 anos e talvez duas copas pela frente.
O menino birrento
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| arte da autora a partir de imagem da web |
Ele foi poupado desde o início da Copa, como a promessa, o salvador da pátria, aquele que resolveria a partida com sua presença em campo. Durante este período brilhou nos camarotes e banco de reserva, apenas por ser quem é: a fama que o pariu.
Neste domingo (6), entrou em campo e qual a imagem que fica? Do moleque birrento, que fez questão de discutir no ataque e zaga. Até fez um gol, de penalti, como consolo para ter seu nome nos jornais. Mas, #fairplay? parece que Neymar não sabe o que significa esta prática.
É claro, a derrota não é individual. Mas, futebol também é liderança, e foi isso que faltou ao Neymar: comandar o time, levantar a bola do grupo, olhar o grupo para que a vitória fosse comum.
Teve até um locutor famoso que trocou a vênus platinada por outro emissora mais a direita do teclado...
"Fora os gols não fez nada", reclamou do "viking" goleador.
Arrogância foi o que vimos.
Oras, bolas, ele só fez gol ou consolidou a vitória de uma seleção completamente conectada com a sua torcida? Um espetáculo em campo e fora dele.
A Fita e a CBF
Sou de um tempo em que contabilizávamos os anos de idade a partir dos anos de Copa. Eu, por exemplo, nasci em ano de mundial, 1962, quando o Brasil venceu a partida por 3 a 1 e se tornou bicampeão do mundo.
Não me recordo da copa de 1966, mas tenho claro na minha memória a copa de 1970.
Vivemos tempos difíceis, na América Latina, desde então...
O Brasil teve de pensar coletivo, muitos desapareceram, foram mortos, outros enriqueceram, tomaram o poder e as noticias nas entrelinhas...
A resposta foi coletiva: as mobilizações dos movimentos sociais, o povo nas ruas e a democracia que não nos foi dada, mas conquistada.
A Copa do Mundo de 2026 entra na história como a mais corrupta, racista, xenofóbica e excludente. O que testemunhamos fora e dentro de campo, foram ações repressivas, quebra de direitos e a interferência institucional.
O colonizador das Américas e o tirano de todo o mundo, #DonaldTrump apitou tal fosse juiz.
Enquanto isso, no Brasil, a #CBF privilegiou o lucro, permitiu a jogatina, desprezou os talentos nacionais, deixou de investir no futebol brasileiro.
Por tudo isso, o futebol apresentado pela seleção brasileiro foi pequenininho...
São tantos os sinais...
Para 2030 temos de devolver a bola para os pés.
O que está em jogo é muito mais do que um troféu, mas a democracia, a soberania nacional, a luta entre o povo e uns poucos privilegiados.
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| PS: confesso que não entendo nada de futebol, mas a Copa é do povo! |



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