sábado, 15 de agosto de 2026

O alarme soou: salve-se quem puder...


Eu não consigo mensurar/ imaginar o que seja um terremoto.

O caos de, literalmente, testemunhar a casa, parte do seu mundo cair...

A dor de não conseguir salvar.

o sofrimento de não ter para onde voltar.

Exatamente o que está acontecendo na Colômbia, Venezuela, Indonesia,

sem falar nos "terremotos" promovidos pelos algozes:

#FreePalestine  #FreeCongo  #FreeLibano  #FreeSudão  #FreeCuba

 Os imperialistas:

#StopIsrael  #StopEUA

E os colonizadores digitais.


Rio alerta máximo

Era sexta-feira, 7 de agosto, 12h35m:

Na pausa do trabalho acadêmico, um apito inclemente:

todos os celulares tocaram alarmes ao mesmo tempo, interrompendo a prosa no restaurante universitário.

Curioso como somos pegos de surprersa, 

num primeiro momento uns olham para o outro,

um segundo depois pegamos os celulares, 

novamente olhamos uns para os outros:

Eu agora?

Na cidade maravilhosa estávamos literalmente em meio à floresta, num espaço "invadido" da #MataAtlântica.

Não foi a primeira vez, pois os alertas já eram disparados desde o início da semana, anunciando os riscos dos ventos fortes.

Na madrugada eu já tinha sido acordada pelo barulho da ventania...

Mas,

pela primeira primeira vez o alarme sonoro soou.

Decidimos manter os trabalhos, permanecer na universidade, já que consideramos mais seguro nos abrigar ali do que correr o risco de enfrentar o trânsito e os caminhos desconhecidos até as nossas moradas provisórias.

A ventania passou e no final da tarde o Rio continuava lindo!


Indefesos somos nós

Nesse ínterim, os trabalhadores e alunos foram dispensados,

SQN.

Nem todas, todes, todeo.

A base da pirâmide continuava a espera de bater o ponto.

Alguns funcionários "estratégicos" continuaram a postos:

A equipe da limpeza, controladoria de acesso e manutenção

Na brigada universitária um cidadão solitário.

Procurei as autoridades para  negociar, não encontrei ninguém.

Os cipeiros? Nada.

Não consegui falar com Deus.

Solidarizei-me, não consegui intervir.


Defesa civil 

Não paro de refletir, desde então:

para que serve o soar do alarme?

Somos expostos numa emboscada: 

"se correr o bicho pega, se ficar o bicho come".

Anunciar o desastre sem tomar medidas reais não alivia a consciência.

Fiquei imaginando e depois constatei:

com as mães e pais retidos em seus postos de trabalho quem cuida das crianças dispensadas das escolas?

Numa cidade de comunidades, de acessos dificultados, de transporte precário, os trabalhadores que tiveram a oportunidade da dispensa chegariam nas suas casas em caso de catástrofe de fato?

Não estamos preparados para as emergências que agora são anunciadas nos nossos celulares, em tempo real.

Parem o mundo que eu quero descer/?

Não, eu insistirei até rearranjarmos a rota planetária.

A crise climática também é humanitária.


Enquanto isso, Drummond permanece "duro" no posto 6



O poeta que eternizado em estátua na orla da  praia de Copacabana...

E agora, José?

Salve-se quem puder.






O alarme soou: salve-se quem puder...

Eu não consigo mensurar/ imaginar o que seja um terremoto. O caos de, literalmente, testemunhar a casa, parte do seu mundo cair... A dor de ...