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| Imagen: web |
A cada duas horas o seio incha lembrando o filho que já morreu...
Neste intervalo, a dor aumenta de intensidade e o doce do leite amarga a vida.
Como interromper o fluxo da maternidade?
Como o organismo materno supera a ausência?
Como não esquecer ou lembrar o bebê morto?
Vidas de crianças não importam
O colapso de um governo que mata ainda na primeira infância
A #prefeituradesãopaulo, assim como o *#overnodoestadodesãopaulo optaram pelas privatizações como modelo de gestão.
As pessoas que direta e indiretamente dependem dos serviços públicos paulistas estão órfãos de prefeito e governador, que fazem política ao invés de governar para o povo.
No dia 22 de julho, um bebê de apenas 1 ano e 4 meses, cidadão brasileiro, filho de migrantes senegaleses, foi vítima da precarização pela terceirização dos serviços;
sem monitoramento, o pequeno Abdoulaye Dieng morreu no Centro de Educação Infantil Luz do Brás, na região central da capital paulista.
O pai deixou uma criança saudável pela manhã e poucas horas depois recebeu um corpo inerte.
Descaso institucionalizado
Ah, foi tragédia...
Não.
Foi homicídio culposo.
Resultado do descaso, da incompetência, da falta de treinamento, da ausência de consciência.
A gravidade é ainda maior pela ausência do poder público com a família: nenhum apoio, nenhuma palavra, nenhuma reparação.
Nesses momentos de dor, o conforto veio da diáspora, que não apenas acolheu os pais como se mobilizou para consegui os recursos financeiros urgentes.
Morreu na escola
Uma creche onde crianças na primeira idade deveriam ser cuidadas, sendo mantidas sob monitoramento., os funcionários deixaram um grupo de bebês sozinhos num ambiente fechado.
Uma grade de ferro que suportava um espelho foi a armadilha.
O pequeno estudante prendeu a cabecinha entre barra e, durante longos seis a sete minutos tentou se soltar e não conseguiu, pois era muito pequeno para isso...
Não tinha nenhum adulto por perto.
Quando perceberam o "acidente", ninguém teve a iniciativa ou a competência de buscar socorro, que não chegou.
O bebê não conseguiu respirar, sufocou, chegou sem vida no hospital.
O pai foi chamado: o seu filho morreu.
Pega, bate e mata
Enquanto isso, há cerca de 150 km de São Paulo, na cidade de #Cerquilho , no interior do Estado, uma cidade bonita e tranquila, uma jovem mãe recebe a visita de policiais à sua porta.
Foi aí que o horror se revelou:
A filha, de apenas sete meses e ainda em período de adaptação, estava sendo espancada dentro da creche municipal havia dias.
Ninguém relatou nada, a diretora se omitiu e a mãe foi levada na delegacia para confirmar se aquela criança, martirizada nas imagens das gravações, era a sua bebê.
Maus tratos e descaso, num crime que soma em violência e omissão.
Ah, mas a funcionária foi afastada...
Dias depois ela foi encontrada morta.
A polícia investiga.
São Paulo dos meus horrores
Infelizmente, a minha cidade mais querida tem, com os governos #TarcíciodeFreitas e #RicardoNunes , se transformado numa cidade sem lei. Ou melhor, as leis beneficiam poucos.
O povo carece de tudo: serviços sucateados, patrimônio público sucateado e a desinformação proposital e ideológica confunde a população.
Neste sábado, 25, o governador homenageia outro algoz, que manda a política bater em aposentados...
Algo me lembra George Floyd que ao longo de nove minutos foi sufocado até a morte, mesmo reclamando que não conseguia respirar...
Moral da história
Não há.
A sociedade se mobiliza:
Solidariedade/ reparação/ investigação

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